LIVE INSTALLATIONS | PT

one on one looked on by many (2014)

IMG_8413Instalação que efectua relações de poder e presença através da exposição e controlo. A artista, como Pietá, enfrenta elementos do público individualmente, enquanto o restante os observa, em grupo, através de um vidro. Observados e observadores alternam papeis, performando regras, limitações e exposição mediante o outro, si mesmo e o grupo.

Agradecimentos: Verónica Metello

créditos: Nuno Viana

_____________________________________________________________________

you the me the (2014)

tu o voyeur eu o objecto

tu o observador eu o observadoIMG_8214

tu a testamunha eu a ação

tu a ponte eu a passagem

tu o expectante eu aquele que espera

tu o convidado eu o anfitrião

tu aquele que esconde eu aquele que recebe

tu aquele que ri eu aquele confortávelIMG_8243

tu aquele com tempo eu aquele no tempo

tu aquele aqui eu aquele alí

tu aquele com visão eu aquele com pensamento

tu o olho eu o eu

tu o eu eu o olho

Situação: um vidro é completamente coberto, apenas uma abertura fica, pelo qual o espectador pode olhar. Através. Do outro lado está a artista, e o seu olhar, em situação de simétrica restrição espacial. Qual dos dois é espectador? O encontro – entre os dois espectadores um do outro e do que acontece, ocorre espacialmente no que é um meio, onde se define uma geografia que estende a barreira do vidro, ao espaço do corpo. É aí onde os corpos comunicam, os olhares se encontram. O que é um encontro com um desconhecido? O que comunicam corpos e olhares? O que nos mobilizou para o encontro?

How do encounters with others whom we recognise as strangers take place at the level of the body?(Biddle, 1997)

Agradecimentos: Verónica Metello

créditos: Nuno Viana

__________________________________________________________________

Looking Out (2014)

Há coisas que só um idiota pode dizer, vêr, sentir e fazer.

Seguindo Italo Calvino.vaniaTAGV050

Na presença da simplicidade – onde nada é filtrado e tudo é bem-vindo: é aí onde não há lugar para o mal-entendido dado que nada existe para ser compreendido

Na presença do idiota, do parvo, residem verdades, tal como absurdidades e medos, redundâncias e todas as prisões. Onde se espera significado. Os bloqueios a qualquer movimento, seja para avançar ou para retroceder a um passado recente, actual.

Agradecimentos: Verónica Metello

créditos: João Paulo Simão

_____________________________________________________________________

sem título de animalidade (2012)

20130727_AXA_NEC_SSilva(10)sem título de animalidade decorre da investigação centrada no corpo arcaico e seus regimes de intensidade e forma. Trata-se de um processo activado em duração como uma instalação ao vivo, criada para o espaço da galeria, desde 2007 em Berlin. O processo implicado envolve a instauração de vários regimes de intensidade e representação, experimentando os limites e características da corporeidade que se actualiza através da experiência vivida (erlebnis).

O público circula livremente, interpretando e experienciando, no seu tempo.

Agradecimentos: Verónica Metello

créditos: Sofia Silva

_____________________________________________________________________

sem título de objectividade (2012)

NO OBJECTIVITY

sem título de objectividade, coloca em movimento um conjunto de relações polarizadas pelas dicotomias resistência e fluxo, força e fragilidade, corpo móvel e corpo inerte, evidenciando a modelação e consequente forma, resultantes nesses entre-dois. O trabalho espelha a relação da artista com o meio sócio-cultural que encontra num pais – Portugal, ao momento em que neste deixa de existir um Ministério da Cultura. Neste, propõe-se experimentar e apresentar um conjunto possível da criação artística condicionada pela regra e norma: a aniquilação, a superação ou a adaptação.

Agradecimentos: Verónica Metello

créditos: Alexandre Azinheira

_____________________________________________________________________

wondering act of attachment (2011)

-excerto da Declaração da curadora Claudia Marion Stemberger

AASB_1

Vânia Rovisco (PT / ZA) e Athi-Patra Ruga (ZA), dois artistas apresentados na Glockengasse Nº 9 em Novembro de 2011 no contexto da famosa Vienna Art Week, oscilam entre uma proximidade pessoal, espacial e social. O conceito curatorial da curadora Claudia Marion Stemberger congrega vídeo/performances que não só se focam em temas normativamente informados num espaço público mas que também desafiam a nossa percepção da arte e/ou dos espaços mental e socialmente codificados.

Para além de referenciar o discurso espacial, reflectir sobre a proximidade também afecta o conceito de comunidade. Na sua live-instalation/performance wondering act of attachment, Vânia Rovisco prova que é possível a interacção entre o intérprete e os visitantes do evento. Usando os músculos vaginais, a artista inicia um diálogo com o público que radicaliza as categorias de proximidade e comunidade- que se relacionam com o mundo artístico e com a sociedade.

Link critica de Helmut Ploebst (em Alemão): http://corpusweb.net/die-naehe-als-falle.html

créditos: Paulo Melo


Metaphysical Materia (2011)

Uma reflexão ou experimentação sobre a imposição social sobre o corpo feminino.Metaphysical materia

A proposta. A justaposição da presença de dois participantes (público e artista) que compõem o contrato para do “espetáculo” que ocorre, colocando ambos em estrito diálogo um com o outro.

“Entendi que se alguma coisa viesse a acontecer, eu estava completamente dependente da proteção e ajuda por parte do público. Naquele momento tinha acabado de oferecer a minha pessoa, a compreensão / percepção deste acto e o potencial risco que envolvia foi esmagador.”

“Quando a Anneleen voltou com um membro do público e juntos me desamarraram, era muito claro que só podia ser liberta desta maneira, uma vez que tinha sido “delegado” a responsabilidade de fazê-lo. “

Agradecimentos: Anneleen Mahy

créditos: Paulo Melo

_____________________________________________________________________

Impure Thoughts Looking, a trilogy (2008)

Untitled place

Concebida como uma trilogia, onde público e performers experienciaram a instalação de relações espaciais e perspectivas muito diferentes. A construção do lugar Untitled place, um recipiente tipo abrigo, onde público e os performers se encontravam no limiar do espaço, através das suas paredes.

O público restrito à área da galeria exterior, os performers fechados em mundos internos dentro da instalação. A obra composta a partir da percepção de quem testemunha e de quem apresentação, revelando seus comportamentos. Untitled place, uma construção cujo ponto mais alto atingia cerca de 3m e o seu ponto mais baixo por volta de 1,30m.

Agradecimentos e Reconhecimentos: Eduardo Balanza, João Gidfonte

créditos: Eduardo Balanza

_____________________________________________________________________

approach and enter (2008)

The body is also considered as surface to renounce, give thought, manifestate – by resorting to the strong sence of stillness and silence.approach and enter 2

“How do strangers encounters, encounters in which something that cannot be named is passed between subjects, serve to embody the subject?”

J. Biddle, 1997.

Trabalho que concretiza a segunda série da instalação onde são explorados os movimentos de aproximação entre sujeitos e corpos, os limites da intimidade, da proximidade física e do corpo como superfície de inscrição de sentido. O recurso à palavra, reduzido e em registo minimal é utilizado como dispositivo de visibilidade, abrindo o público à mobilização face do corpo nu exposto como oferecido, inerte, ao nível do seu olhar. A artista recorre ao silêncio, à quietude à exposição do corpo – como mecanismos de revelação da condição de superfície, tanto de projecção de desejo como de inscrição social. A palavra, por sua vez, é utilizada como o catalisador das relações entre as imagens, as sensações e todos os corpos em presença.

Para além dos corpos e das palavras, das imagens e das condutas, como é que os desconhecidos se encontram? Em que medida esses encontros envolvem, não somente ler o corpo do desconhecido, mas definir os contornos e limites do corpo familiar, através dos gestos que permitem a sua localização num determinado espaço em relação?

Agradecimentos: Verónica Metello

créditos: Abraham Hurtado

_____________________________________________________________________

No Title but Layers | Hans Demulenare & Vânia Rovisco (2007)

No title but layers 4

Registration Layer ###

Sua primeira instalação foi em colaboração com o artista plástico Belga Hans Demeulenare, onde concebeu um objecto que se deslocava no espaço, como um corpo em movimento. Trabalho intitulado The Frame ( 5mx6m ) suspendia duma altura superior de 20m, no seu ponto inicial até descer a uma distância de 1m do solo.

Integrado no conceito o vídeo, da sua autoria, Between space and places cuja tarefa foi simplesmente filmar a ação de sentar enquanto repetia constantemente a pauta de Quad de Samuel Beckett, durante 10 horas, material para ser editada num vídeo tratando a composição da forma com duração de 17 minutos (consultar VIDEO).